Precisão é a palavra de ordem quando se fala de logística. No varejo ou indústria o estoque controlado pelo vendedor é viabilizado por tecnologias de ponta.

Aliar a gestão da logística às inovações tecnológicas gera soluções para inúmeros problemas operacionais que o profissional enfrenta no decorrer de sua rotina de trabalho. Conhecer as ferramentas que otimizam o trabalho deixa o especialista em evidência, o que atrai oportunidades. Entre elas estão as que viabilizam o que se denomina de estoque controlado pelo vendedor.

A cadeia de distribuição logística é composta por produtores, distribuidores, varejistas, fornecedores e clientes. Para melhorar sua performance dentro dessa cadeia, empresas que trabalham com diferentes modais logísticos (rodoviários, aeroviário, ferroviário e marítimo, entre outros) têm processos e projetos que exigem o planejamento e emprego de tecnologias específicas.

Aplicações na gestão logística

A logística dispõe de sistemas de gestão que auxiliam e otimizam o trabalho de gestores e colaboradores. Os principais estão relacionados a seguir:

1) WMS (Warehouse Management Systems, Sistemas de Gerenciamento de Armazéns) – controla o recebimento, armazenamento, separação e expedição de produtos. Sua vantagem é facilitar a localização de itens em cada etapa do processo. Para aproveitar ao máximo o sistema, as empresas integram tecnologias, como etiquetas de RFID e códigos de barras, para identificar cada artigo e robôs que fazem a separação automática de pedidos.

2) ERP (Enterprise Resource Planning, Planejamento dos Recursos Empresariais) – este software é responsável por gerenciar as operações de uma empresa diariamente. O ERP analisa e gerencia processos como faturamento, balanço contábil, fluxo de caixa, inventário, estoque, contas a pagar e a receber, controle do equipamento e de colaboradores, entre outros. O sistema é dividido em três camadas: aplicação, banco de dados e framework (customização do código fonte para criar novas funcionalidades)

3) EDI (Electronic Data Interchange, Intercâmbio Eletrônico de Dados) – este sistema possibilita a troca de documentos. É uma tecnologia que integra empresas, otimiza e viabiliza a transmissão eletrônica de dados, sem que haja necessidade da intervenção humana no processo. Como o processo é todo automatizado, erros humanos são eliminados e recursos são economizados, já que o uso de papel é quase descartado.

Controle de estoque: vendedores no comando

É comum que estoque e inventário sejam confundidos e considerados sinônimos. Para definir suas diferenças, podemos dizer que inventário é a contagem física dos itens mantidos no estoque para conciliar com os dados que constam no sistema de controle utilizado pela empresa.

O estoque é um ativo importante do capital de uma organização e está vinculado à qualidade, pois é um indicador que demonstra a precisão da gestão logística. Sem a devida organização, erros vão surgir, o que provocará sérios prejuízos.

O uso de softwares evita esse tipo de problema, assim como a implementação de metodologias, tais como o 5S. Também conhecido como housekeeping, essa metodologia (5S) surgiu no Japão pós-Segunda Guerra Mundial e é formado pelos cinco conceitos: Seiri (classificação), Seiton (ordem), Seiso (limpeza), Seiketsu (padronização) e Shitsuke (autodisciplina).

O uso de códigos de barra e as auditorias no estoque, como mencionado acima, controlam a expedição e evitam o desperdício. A análise de todo o processo, desde a expedição até o cliente, desenvolve e aperfeiçoa o sistema. Novos pontos de referência são gerados nos relatórios finais para minimizar perdas.

Devido à necessidade do uso constante da tecnologia, os profissionais de logística e aqueles que trabalham indiretamente com essa área precisam estar sempre atualizados. Um tecnólogo em logística é visto com interesse pelo mercado – e a possibilidade de tornar-se um é ainda mais fácil com uma graduação EaD, estudando a distância.

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