O século XXI se configura como o “século das cidades”, já que a população urbana mundial superou a rural desde a sua primeira década.

Com isso, novos desafios foram postos às cidades, que hoje enfrentam os terríveis efeitos das mudanças climáticas e tentam reestruturar o espaço em busca de boas condições de vida e qualidade ambiental.

Embora seja muito discutida na atualidade, a questão ambiental ainda é pouco analisada de maneira mais profunda por empresas e gestores públicos. O tema é de especial importância, já que a realidade das cidades é distinta do passado e não se pode mais construir ou produzir produtos e serviços sem que se gerem problemas que afetam a natureza, com consequências negativas e duradouras.

Neste sentido, a gestão de projetos ambientais deve explorar o modelo de cidade que esperamos adotar hoje, de maneira a influenciar os cenários urbanos onde viveremos futuramente. A seguir, conheça as relações entre os projetos ambientais e o dia a dia das cidades, e como elas interferem na sustentabilidade ambiental.

Os desafios das empresas e gestores públicos

Nas últimas décadas, o acentuado crescimento da população e da produção de bens e serviços, bem como as complexas interações entre setores de habitação, transporte, saneamento, entre outros, resultaram claramente no aumento da vulnerabilidade ambiental. Estes problemas, juntamente com o desenvolvimento de novas políticas públicas, levaram os gestores públicos a assumirem o papel de promotores da sustentabilidade nas cidades.

E para ser capaz de enfrentar os desafios que estão sendo impostos, a gestão urbana teve que ser aprimorada, através da incorporação da dimensão ambiental ao tradicional planejamento urbano. Da mesma forma, as empresas passaram a reestruturar suas estratégias com base nas novas dinâmicas econômicas, visando reduzir o impacto ambiental causado pelos seus produtos, operações e sistemas, além de aumentar sua competitividade no mercado.

Mas quando se deseja implantar ações que minimizem estes impactos, alguns desafios emergem: como realizar o diagnóstico da situação atual, quais medidas adotar e como implantá-las tanto no ambiente corporativo como no das cidades. Por isso, os gestores devem contar com o auxílio de um tecnólogo em gestão ambiental, um profissional apto para avaliar os riscos e os impactos das atividades econômicas no meio ambiente e contribuir com o desenvolvimento e a implantação de programas de gestão ambiental.

A gestão de projetos ambientais materializada em ações e políticas

O primeiro passo para a reestruturação do espaço pela vigência de novas dinâmicas econômicas, e a adaptação das cidades aos efeitos das mudanças climáticas, refere-se à busca por informações que possam orientar o planejamento de ações. Será preciso uma medida que melhore a qualidade do ar, da água e do solo? Que reduza a exploração dos recursos naturais disponíveis em seu território? Que proteja a sua biodiversidade? Medidas que promovam a qualidade de vida das populações ou, ainda, todas elas juntas?

Estas ações têm graus de dificuldades distintos para a sua efetiva viabilização. Já sua implantação pode ser imediata ou de curto prazo, visto que muitas delas já estão em curso nas cidades ou na empresas, necessitando apenas de pequenos ajustes e continuidade.

  • Emissão de Gases – esse aspecto exige profunda transformação de práticas e paradigmas vigentes, como as aplicadas no setor de transporte. Hoje, a excessiva concentração de veículos, em especial do automóvel particular, contribui para a elevação das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. Como não podemos esperar que ocorram profundas transformações tecnológicas neste setor e que reduzam as emissões nos próximos anos, a melhor alternativa é inverter o uso do transporte individual para o de alta capacidade.
  • Preservação de áreas verdes – Também há a necessidade da vigência de novas lógicas de proteção da terra, em especial das áreas cobertas por vegetação, localizadas em áreas de mananciais ou em áreas ambientalmente frágeis dentro das cidades. Outras ações para ambientes corporativos, como um novo desenho de edificações, com o uso de técnicas para climatização natural, materiais reciclados e de melhor desempenho térmico nas construções e aumento da eficiência energética através da utilização de energia solar, podem ser utilizadas pelas empresas para ganharem posições no mercado e atenderem à legislação vigente.

A complexidade do “tecido” urbano, bem como a persistência das atuais fontes geradoras de impactos ambientais, revelam os problemas que irão comprometer inevitavelmente a sustentabilidade ambiental das cidades. Por isso, a gestão de projetos ambientais  deve ser desenvolvida visando adaptar os centros urbanos aos impactos das mudanças climáticas, objetivando a garantia de melhor condição de vida, principalmente às populações que serão mais vulneráveis a esses efeitos, e a continuidade das atividades das empresas, que são as principais fontes de riqueza do país.

Na empresa em que trabalha ou na cidade onde mora, você conhece algum projeto ambiental que esteja sendo implantado?

Que outras ações considera importante para a promoção da sustentabilidade ambiental? Fale para a gente nos comentários!

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