Morar em grandes centros urbanos ou perto deles é muito mais prático. Nesses locais, você tem acesso a uma ampla variedade de produtos e serviços que, dificilmente, são encontrados em regiões mais afastadas.

Porém, com essas facilidades vêm alguns problemas, já que o número de produtos e serviços nem sempre conseguem dar conta da demanda. Uma dessas questões é a mobilidade urbana em grandes centros, sobre a qual abordaremos nesse artigo.

O que é um conglomerado urbano?

Fazemos parte de uma aglomeração de pessoas, serviços, produtos, estando tudo isso interligado. Portanto, pode-se dizer e inferir que conglomerado urbano é um determinado espaço com variados tipos de comércio, empresas, ou seja, é uma área delimitada em plano municipal que determina certas edificações autorizadas. Nessa área é obrigatório acesso ao trânsito local e serviços relacionados a ele, vias públicas pavimentadas, com rede domiciliar de abastecimento e drenagem de água e esgoto, respectivamente.

Imagine o deslocamento da sua residência, em carro próprio, até o comércio na região central. Por expectativa, é de se pensar em uma estrutura mínima, com vagas para carros (gratuitas ou não), boa localização com segurança e acesso fácil ao transporte público (onde não haja congestionamento e que o preço da passagem seja compatível com a qualidade do serviço), acessibilidade para pessoas com deficiências, tanto em transporte público, vias públicas e em lojas e empresas, por exemplo.

Porém, para que tudo isso funcione, é necessária uma boa gestão de trânsito com participação efetiva de munícipes e autoridades trabalhando juntos, além de educação no trânsito; esses são só alguns exemplos para que a mobilidade urbana seja positiva.

Cada um de nós deve contribuir para que a cidade se desenvolva e, para isso, devemos respeitar as leis de trânsito e saber que a atitude individual afeta, sim, as demais pessoas e serviços ao redor.

Mas e a mobilidade urbana?

Mobilidade urbana é o índice de facilidade para se ir de um ponto ao outro onde há deslocamentos de cargas e pessoas em determinado espaço urbano.

Para que essa mobilidade ocorra de forma eficaz, a criação e aplicação de políticas públicas de transportes se fazem necessárias para melhorias de acessibilidade de pessoas, veículos, serviços e produtos.

Dentre os problemas mais recorrentes quanto à falta da mobilidade urbana nos grandes centros e suas soluções para melhorias, destacam-se:

  • Vagas: a falta de vagas públicas e/ou particulares é um problema de grau maior, devido ao excesso de veículos nas cidades. Como solução, os estacionamentos verticais têm ganhado bastante espaço, na intenção de suprir as necessidades de vagas faltosas nos centros urbanos.
  • Transporte público: na maioria das vezes é sucateado e o que resta para o consumidor final são ônibus, trens e metrôs lotados, mal conservados, com passagens caríssimas e serviço de má qualidade. Para solucionar esse problema, os municípios devem investir em melhorias para que o cidadão tenha segurança, eficiência no serviço e comodidade. Essas melhorias, sendo aplicadas, incentivam as pessoas a optarem pelo transporte público, deixando o veículo particular em casa, descongestionando as vias. O serviço deve ser reforçado nos horários de pico, quando há um número maior de pessoas circulando (normalmente ida e volta do trabalho, escolas e faculdades).
  • Carona: o poder público deve incentivar os condutores de veículos particulares a darem caronas a conhecidos, para que o fluxo no transporte púbico seja menor, proporcionando maior fluidez.
  • Bicicletas: outro meio de transporte que está ganhando espaço nas grandes cidades, mas que ainda precisa de melhor estrutura. É preciso criar ciclofaixas e investir na educação no trânsito, tanto para o ciclista, quanto para pedestres e motoristas.
  • Carga e descarga: muitas pessoas desconhecem que a ação de carga e descarga de produtos ou de pessoas e animais faz parte do Código de Trânsito Brasileiro (§ 1º, artigo 1º – (BRASIL, 1997). Carga e descarga é a quando o veículo está imóvel e em tempo estritamente necessário para carregamento ou descarregamento, e deve ter espaço previamente estabelecido pelos órgãos de vigilância. Com isso, é necessária a fiscalização e a identificação desses locais, para melhor fluidez do trânsito.

A mobilidade urbana é um direito de todos e, para que ela ocorra com efetividade, cada munícipe deve fazer sua parte, seguir as regras e leis para que não haja interferência nesse ciclo coletivo.

Só assim, com trabalho ostensivo de todos, é que poderemos ter vias mais seguras e fluidas para todos e, consecutivamente, um conglomerado urbano melhor.

O que achou dessas informações? Como está a mobilidade urbana na região onde você mora? Conte pra gente pelos comentários.

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