É possível verificar no mercado uma alta demanda para desenvolvedores front-end, porém a dificuldade em identificar o perfil adequado é grande. Muitos recrutadores e profissionais divergem sobre as competências desejadas e necessárias.

Qual nível de habilidade em programação deve ter esse tipo de desenvolvedor? Como estar preparado e capacitado para o mercado? Neste artigo vamos analisar onde fica a fronteira entre o trabalho de programação e o do designer.

Onde começa o trabalho do programador e termina o do designer?

Percebe-se que existem muitas dúvidas acerca deste tema. A pergunta principal é: a programação é pré-requisito para quem tem foco no design? Outra: é perigoso perder o foco no design se houver uma dedicação maior ao código?  Vamos refletir:

Não existem exigências em relação à necessidade de programação para o especialista em design, mas é preciso atentar para determinadas situações. Por exemplo: há profissionais que projetam interfaces muito atrativas no Photoshop, porém apresentam dificuldades e resistência em “traduzir” seus layouts em um simples arquivo HTML que possa ser visualizado no navegador (o mesmo vale para profissionais de conteúdo que não sabem formatar seus textos para a web!).

Pode ser que profissionais com esse perfil, por questões de ordem puramente prática, não sejam a primeira opção selecionada quando aparece um projeto que tem um prazo mais apertado. A falta dessa habilidade gera dependência de outro profissional para a implementação, e a maioria dos projetos exige a elaboração de um protótipo funcional.

Por outro lado, é preciso que haja um equilíbrio, pois se o designer começa a empregar muita energia com o código, o seu processo de abstração e pureza em relação à criatividade pode ficar comprometido, por isso é interessante preservar um certo distanciamento. Esse equilíbrio, vai depender, em boa parte, do ambiente de trabalho, da divisão de atividades dentro de uma equipe, mas uma coisa é certa: quanto menos dependência houver em relação a um programador para ter o protótipo funcional do design rodando no navegador, melhor.

Quando o profissional front-end atinge um meio termo em que um alto nível de criação se combina as técnicas mínimas de programação, é possível validar uma ideia com mais riqueza e mais conhecimento, passando a usufruir de um diferencial no mercado. As oportunidades certamente serão mais acessíveis e amplas.

Qual o perfil de desenvolvedor front-end ideal?

Como já comentamos, a resposta a esta pergunta vai depender muito do cenário em que o profissional estiver inserido. Quem trabalha sozinho precisa ter mais cartas na manga; quem está numa equipe multidisciplinar pode focar mais em apenas criar telas e fluxos de navegação. Selecionamos algumas questões que delineiam melhor o perfil:

  1. Consigo me colocar no lugar do usuário final e propor soluções?
  2. Tenho facilidade em assimilar as necessidades do negócio?
  3. Tenho facilidade em analisar a implementação de outra pessoa e evolui-la ou dar continuidade?
  4. Tenho habilidade em produzir animações e transições de tela?
  5. Consigo enxergar os diferenciais para uma boa experiência do usuário nos diversos dispositivos?
  6. Tenho familiaridade com linguagens e frameworks de desenvolvimento baseados em HTML, CSS, e JavaScript?
  7. Possuo bom raciocínio lógico?
  8. Gosto de arte e de estudar novas tecnologias?
  9. Domino softwares de edição de imagens?
  10. Possuo noções básicas de SEO?
  11. Tenho atitude e disposição para aprender?
  12. Sei comunicar claramente minha visão de um projeto?
  13. Sou um bom ouvinte?

Se a resposta para a maior parte dessas questões foi positiva, você está no caminho certo!

Como vimos a programação para desenvolvedores front-end se soma a outras capacidades para compor o perfil de um profissional que não terá dificuldade em encontrar grandes oportunidades.

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