Há uma década, o CIO (de Chief Information Officer, em inglês) estava preocupado principalmente com infraestrutura de TI. Hoje ele enfrenta outros desafios adicionais, ou seja, os desejos dos usuários, as tendências tecnológicas que exigem atualizações constantes e, principalmente, os anseios das empresas para que a TI contribua com os resultados do negócio.

Boa parte da razão para essa mudança do papel do gestor de TI é que a tecnologia deixou de estar somente nas mãos do pessoal especializado, passando a fazer parte do dia a dia também dos usuários finais. Mobilidade, computação em nuvem, hardwares cada vez mais baratos e questões de segurança têm aumentado. Mas o relacionamento com o CEO e a diretoria de negócios também mudou.

Os gestores de TI passaram a fazer parte da tomada de decisões de negócio, sentando-se junto ao conselho administrativo e traçando estratégias para apoiar tecnologicamente os anseios corporativos.

Pensando nisso, listamos algumas razões pelas quais o gestor de TI deve compreender e até interferir nos processos de negócio. Veja:

1) O gestor de TI tem conhecimento técnico

Quando a TI participa das decisões de negócio, a empresa consegue visualizar a viabilidade dos processos com as possibilidades que a tecnologia pode oferecer. O gestor de TI tem conhecimento técnico para organizar equipes que desenvolvam ferramentas para apoiar as atividades, buscar parcerias e fornecedores do mercado, assim como estabelecer limites para as ambições da empresa em relação ao que as ferramentas tecnológicas podem oferecer.

Sem esta participação, a empresa pode gastar muito dinheiro por não conseguir traduzir exatamente o que espera de um sistema de gestão comercial, por exemplo.

2) Quando o gestor de TI precisa conhecer os processos, desenvolve ferramentas melhores

Assim como as áreas de negócio precisam do apoio da TI, o gestor de TI também precisa ter uma visão panorâmica dos processos para desenvolver ferramentas que tornem as atividades mais enxutas, com menores custos e em menos tempo. Quando uma empresa busca ERP no mercado, ela precisará fazer um levantamento de requisitos, mostrar quais são os gargalos em seus processos administrativos para que o sistema possa resolver. Se o CIO está ambientado com o processo, o tempo utilizado para este planejamento é muito menor e as chances de sucesso também aumentam.

3) O gestor de TI precisa conhecer os riscos envolvidos nos processos

Imagine que a empresa está montando uma operação de comércio eletrônico, onde disponibilizará aos seus clientes variadas formas de pagamentos virtuais. O gestor de TI precisa ser envolvido desde o início do processo, pois caberá a ele desenvolver ou encontrar no mercado soluções que garantam segurança da informação, disponibilidade e boa performance das ferramentas virtuais.

4) O gestor de TI pode transformar dados em informações relevantes

As empresas produzem milhões de dados diariamente. São relatórios, registros de faturamento, cadastros de clientes, atualizações de informações de produtos, interações com todos os públicos etc. Boa parte das empresas ainda não entendeu que estes dados, se bem analisados, podem trazer insights para melhorias em produtos e serviços, no atendimento ao cliente, no desenvolvimento de novos produtos e serviços etc.

Como o novo gestor de TI conhece o poder que os dados têm para os negócios, ele pode encontrar soluções de business intelligence, CRM, analytics etc. que ajudem a estruturar estes dados e gerar relatórios que apoiem as decisões para potencializar resultados.

Você também acredita no poder do gestor de TI para potencializar resultados, participando dos processos de negócios? Deixe seu comentário!

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