Nos próximos anos, talento, nível de inovação e uso estratégico de políticas públicas irão desempenhar um papel significativo para a competitividade do setor industrial nas economias desenvolvidas e emergentes.

A conclusão é do “The Future of Manufacturing”, um relatório do Fórum Econômico Mundial.

O estudo, realizado em parceria com  a Deloitte Touche Tohmatsu Limited, constata que o ecossistema de produção global está passando por uma transformação extrema, com economias emergentes desenvolvendo capacidades de fabricação e inovação significativas, o que lhes permite produzir produtos cada vez mais complexos. Resultado? O crescimento da globalização das cadeias de produção da indústria. O relatório destaca as principais tendências que irão definir a competitividade da indústria ao longo dos próximos 20 anos. Elas exigem atenção e colaboração entre os responsáveis políticos, a sociedade civil e os líderes empresariais.

Com uma estimativa de criação de 10 milhões de postos de trabalho nas indústrias em todo o mundo – que não podem ser completamente preenchidos devido ao défice de competências dos trabalhadores – o relatório identifica o talento como um dos principais diferenciais para o futuro do setor. Os outros incluem o uso estratégico das políticas públicas e da capacidade de inovar.

Inovação e sustentabilidade

A inovação vem sendo amplamente reconhecida como um dos principais fatores que impactam positivamente a competitividade e o desenvolvimento econômico da indústria de um país. Para alcançar um nível aceitável de inovação é preciso que as empresas invistam cada vez mais em P&D (pesquisa básica, aplicada ou desenvolvimento experimental) e em outras atividades não relacionadas com P&D, que envolvem a aquisição de bens, serviços e conhecimentos externos.

Além dessas tendências, a previsão de escassez de recursos naturais já começa a alterar as estratégias de uso e a concorrência por eles. O lado bom é que esse fenômeno provavelmente irá servir como um catalisador para os avanços das ciências e desenvolvimento de novos materiais e processos ambientalmente sustentáveis.

Logística mais eficiente para diminuir perdas

Outra grande aposta para o futuro é o investimento massivo em TI na logística. No Brasil, o custo logístico corresponde em média a 11% da receita das indústrias de bens de consumo. Segundo uma pesquisa da Fundação Dom Cabral, nos Estados Unidos, esse percentual é de 7,5%. Se o Brasil fosse tão eficiente quanto os EUA, economizaria U$ 83 bilhões por ano, de acordo com o Boston Logistics Group. A perda é enorme e por isso a indústria está apostando em sistemas de gestão de logística. Agilidade, velocidade e produtividade são essenciais para o crescimento das empresas no país. Existem no mercado softwares para quase todas as etapas da cadeia logística, desde o transporte de matéria-prima e insumos, passando pela produção industrial e chegando à armazenagem e distribuição das mercadorias. A tendência é que o ganho de tempo e a redução de custos vindos de boas práticas e uso de TI na indústria serão essenciais para garantir a competitividade das empresas no mercado.

E para você, qual a tendência mais importante e influente no futuro da indústria? Deixe sua opinião nos comentários.

Boas práticas melhoram eficiência