Entenda qual é o papel do arquiteto paisagista em um plano diretor e por que ele é tão importante no planejamento das cidades.

Você sabia que o arquiteto paisagista é uma peça fundamental para a criação de um plano diretor? Quando pensamos em planejamento, as primeiras coisas que nos vêm à mente são melhorias nas vias principais e construção de edifícios. Apesar de serem relevantes para o bom funcionamento urbano, outros fatores passaram a ganhar maior importância por conta do acelerado crescimento das cidades.

Muitos deles estão atrelados aos conhecimentos desse profissional. Entenda como o paisagismo é essencial para um bom plano diretor e o que faz o profissional dessa área ser tão importante para o equilíbrio ambiental nos centros urbanos.

Planejamento em áreas urbanas

Quem mora em áreas urbanas, especialmente nas grandes metrópoles, sabe o quanto podemos nos estressar com certas situações. Grande parte dos problemas se deve basicamente à falta de planejamento. Por isso é tão comum nos depararmos com ruas, calçadas, praças e parques em más condições. Sem contar que tudo isso afeta diretamente aspectos da paisagem da cidade, tornando-a mais ou menos bonita.

Tanto que, em alguns países, a paisagem não deixa de ser considerada uma das prioridades quando o assunto é planejamento urbano. Com o rápido crescimento das cidades e o grande aumento da população, inúmeros espaços livres são deixados de lado. Muitos deles acabam sendo pouco utilizados e, em alguns casos, até degradados.

É por esses e outros motivos que existe o plano diretor, que nada mais é que um documento que reúne os objetivos que um município quer atingir. Ele funciona como um guia para os profissionais envolvidos na criação de uma cidade mais planejada, democrática e eficiente. Equipes de arquitetos e urbanistas trabalham juntas para definir as diretrizes que guiarão as futuras obras de infraestrutura, construção de prédios, e renovação de espaços públicos, entre outros.

Paisagismo em um plano diretor

Entre os elementos de um bom plano diretor está o paisagismo, o que explica a importância do arquiteto paisagista no planejamento das cidades. O trabalho desse profissional em um plano diretor envolve a delimitação dos espaços destinados à circulação de pessoas e das áreas livres que são de uso público, como parques e praças, por exemplo.

Acima de tudo, os conhecimentos do paisagismo têm como objetivo recuperar áreas degradadas e promover o equilíbrio ecológico no meio urbano. Tudo isso por meio da preservação de espécies e do oferecimento de abrigo para a biodiversidade local.

Outros fatores fundamentais do paisagismo estão ligados à melhoria das condições do ar em certos ambientes e à drenagem de águas pluviais por meio do uso de pisos permeáveis.

O plano diretor ainda tem algumas determinações que facilitam a preservação do ecossistema das diferentes regiões do Brasil. Uma delas está relacionada à escolha das espécies de plantas que serão usadas nos projetos, as quais devem ser nativas.

O papel do arquiteto paisagista

O arquiteto paisagista, portanto, usa conhecimentos e habilidades em paisagismo para reorganizar os espaços públicos com foco na preservação e no planejamento do meio ambiente a longo prazo. Claro, sempre considerando os aspectos sociais e econômicos para proporcionar uma melhor qualidade de vida para a população e um bom uso das áreas de lazer.

Para que fauna e flora sejam preservadas, é interessante que o profissional tenha familiaridade com as diferentes espécies e as especificidades de cada região. É preciso também que ele esteja por dentro das principais tecnologias e dos materiais disponíveis no mercado para a criação de áreas verdes funcionais. Todos esses elementos em conjunto colaboram para a criação de áreas de preservação e para a implementação ou recuperação de praças e parques urbanos.

Portanto, o arquiteto paisagista exerce um papel essencial na elaboração de um plano diretor. Como vimos, ele não apenas tem como foco as questões visuais das cidades, mas também a melhoria das condições climáticas, preservação e acessibilidade, que são primordiais para um crescimento urbano saudável e sustentável.

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