A incorporação de novas tecnologias mudou não só a forma de produção como também as etapas de edição e finalização.

Você sabe a diferença entre cinema digital e analógico? Pouco se fala sobre isso, mas a incorporação de novas tecnologias mudou não só a forma de produção, mas também as etapas de edição e finalização dos filmes.

Há alguns anos, as cenas eram gravadas em películas 35 mm e os atores só podiam ver suas atuações após certo tempo. Com o cinema digital, a coisa mudou e aperfeiçoou a forma de trabalho, dando aos profissionais um feedback imediato. O célebre Tom Hanks já falou a respeito.

Mas a coisa não mudou apenas para as celebridades. Os amantes da sétima arte também podem comemorar, pois cinema digital é sinônimo de maior qualidade na projeção. Quando o filme é exibido pelo método antigo, ele perde a resolução ao longo do tempo.

A película é sensível e se deteriora com o uso – fica suja, riscada, sem cor e sem brilho. A imagem digital garante qualidade do início ao fim, pois conserva suas características por muito mais tempo.

Por ser uma tendência, os produtores multimídia tiveram que se reinventar e dominar as ferramentas mais utilizadas na edição e finalização de vídeos e cinema digital. É sobre isso que conversaremos hoje!

Quais são as tecnologias necessárias para o cinema digital?

No artigo Os Marcos Tecnológicos do Cinema Digital, lemos que existe uma migração do analógico para o digital e que as principais mudanças são:

  • a digitalização dos sistemas de gravação, reprodução e edição de áudio para cinema, com o uso de gravadores DAT e editores computadorizados;
  • o desenvolvimento do vídeo digital, com a criação dos sensores CCD e CMOS, que substituíram os processos de captação de imagens dos tubos RGB;
  • o surgimento de sistemas computadorizados de edição não-linear, que substituem as ilhas analógicas e as mesas mecânicas de montagem no cinema;
  • o desenvolvimento dos sistemas de telecine em formatos digitais e scanners de alta resolução, destinados aos processos de transferência de vídeo para película cinematográfica;
  • a exibição de conteúdos com desenvolvimento de projetores cinematográficos digitais, com capacidade para imagens projetadas com resolução de 2500 x 2000 pixels, equivalente à qualidade da imagem projetada em 35 mm.

Princípios básicos da imagem de vídeo digital

Para ser um especialista na área é preciso conhecer os conceitos e a melhor forma de aplicá-los ao longo da produção audiovisual.

Muitos são os princípios, mas para dar um gostinho do que estudamos aqui na Unisul, a imagem digital é uma representação bidimensional usando números binários codificados, de modo a permitir seu armazenamento, transferência, impressão ou reprodução.

Softwares de edição e finalização

Existem alguns softwares que fazem parte do processo da confecção de um filme: de edição de áudio e vídeo, além da criação de efeitos especiais.

Na edição de imagem por computador, por exemplo, temos AVID, Final Cut, Adobe Premiere Pro, Edius, Cinelerra e Sony Vegas, entre outros.

Na área da sonoplastia, criaram-se softwares exclusivos para a pós-produção, como o Pro Tools, que permite o tratamento do som capturado, a gravação de dublagens, ruídos que não foram capturados e até a aplicação de camadas no processo de finalização.

O avanço, como já adiantamos, é indiscutível. O cinema digital vem para aperfeiçoar uma das formas de arte que nos molda e nos emociona constantemente.

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