Todo profissional de arquitetura de interiores precisa saber cobrar adequadamente por seus projetos. Veja como fazer isso para ter sucesso financeiro.

Existem diferentes maneiras de definir o preço de cada projeto arquitetônico, dependendo de variáveis como a complexidade dos serviços prestados, o tamanho, o tipo, a região de atuação, o nível de conhecimento e o tempo de experiência do profissional.

Saber quanto cobrar por um projeto de arquitetura de interiores é importante para ter um posicionamento no mercado, que será determinante nas negociações e na percepção da sua marca pelos consumidores, além de um fator crucial para a lucratividade.

Continue lendo para conhecer as formas mais comumente utilizadas para cobrar por um projeto e descobrir a que funciona melhor para você!

O que determina o preço de um projeto de arquitetura de interiores?

Assim como a prestação de serviços em outras áreas, a gestão de um negócio bem-sucedido na arquitetura de interiores exige um bom controle financeiro.

Saber quanto você gasta na sua prestação de serviços – ou seja, qual é o custo de cada projeto – é o primeiro passo para poder determinar o valor a ser cobrado.

Custos diretos

As despesas diretamente relacionadas a um projeto, como deslocamento, viagens, taxas e impostos, devem ser levadas em consideração.

Custos indiretos

Os gastos com a “estrutura” do negócio, que será indiretamente utilizada para realização do trabalho, como aluguel de escritório, contador, secretária, contas de luz e condomínio, entre outras, também devem fazer parte do cálculo do preço de um projeto.

Valor profissional

Além dos custos diretos e indiretos, o arquiteto de interiores deve estipular um preço a título de remuneração do seu trabalho, considerando seu repertório intelectual, sua bagagem profissional e o risco de sua iniciativa empreendedora.

Cálculo do preço de um projeto

Partindo dos custos diretos, indiretos e do valor do profissional, é possível utilizar diferentes formas de cálculo para os projetos de interiores:

Tabelas ASBEA, CAU e IAB

Os projetos de arquitetura de interiores podem ser cobrados com base nos honorários estabelecidos pelas entidades de classe reguladoras:

Percentual da obra

Nessa forma de cobrança, é estabelecido um valor percentual sobre o custo total estimado da obra. Com diferenciação de preços de acordo com o tamanho, geralmente os valores cobrados ficam em torno de 2,5% a 4% para projetos de grande porte e de 7% a 12% para projetos de pequeno e médio porte.

Hora trabalhada

Os projetos arquitetônicos também podem ser cobrados com base no preço da hora trabalhada. Para calcular o valor considerando horas gastas X custo da hora média, o profissional precisa ter um bom histórico de trabalho como fonte de dados, para saber estimar corretamente o tempo que será gasto.

m² de construção

Nesse caso, o preço do projeto é calculado com base na área total construída, com valores diferenciados por porte e tipo. O valor médio cobrado nessa modalidade, na maior parte do território nacional, varia entre R$ 30 e R$ 60 por m².

Adicionais

Alguns itens, como captação de fotos áreas, elaboração de plantas e tratamento de imagens podem ser cobrados separadamente, conforme a necessidade de cada projeto.

O acompanhamento de obra também costuma ser cobrado de forma variável em todo território nacional, conforme as seguintes médias:

  • Porcentagem de gerenciamento: 3% a 5% do custo da obra;
  • Hora técnica: entre R$ 200 e R$ 300;
  • Execução: de 10% a 15%.

Formas de pagamento

A prática de mercado, embasada nas recomendações das entidades de classe, determina que o projeto de arquitetura de interiores seja cobrado com o pagamento de uma “entrada” de 20% no aceite da proposta e o restante parcelado proporcionalmente às entregas de cada fase, sendo:

  • 1ª. Fase – Estudo Preliminar: estudos de layout, referências para composição e linguagem estética dos ambientes;
  • 2ª. Fase – Imagens 3D: apresentação de maquete eletrônica;
  • 3ª. Fase – Pré-projeto: plantas baixas com layout e medidas, sugestão de mobiliário, indicação das interferências de alvenarias, planta simplificada de forro e pavimento;
  • 4ª. Fase – Executivo: projeto de paginações de piso e revestimentos; projeto de forro e luminotécnica; projeto de marcenaria e mobiliários; projeto de pontos elétricos; especificações de acabamentos e demais itens do projeto. Emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

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