Se você não sabe o que plano, tomada e sequência significam, leia este post para aprender o básico de linguagem cinematográfica!

Sabemos que toda profissão tem os seus jargões. Na medicina ouvimos palavras como “anastomose”; no direito, “sucumbência” e “legítima defesa”; e no audiovisual, “tomada”, “corte” e “profundidade de campo”.

Por mais que cause certo estranhamento, a linguagem cinematográfica acelera o entendimento da equipe profissional e tem definições importantes para a área. Que tal aprender um pouco mais sobre ela no nosso post de hoje?

A importância da linguagem cinematográfica

Para entender como um filme ou uma produção audiovisual funciona é preciso voltar às raízes: som e imagem. Afinal, quando as primeiras produções foram lançadas, a linguagem cinematográfica era a mais simples possível.

Poucos eram os planos e a montagem não fugia do convencional. No entanto, de lá para cá, as coisas mudaram muito — do próprio equipamento até a forma de compreensão da produção.

Vejamos, então, os termos mais comuns na área:

Plano

Chamamos de plano tudo que é mostrado para o espectador de forma contínua. Uma sucessão de imagens em movimento sem interrupção de qualquer tipo.

Existem alguns tipos:

  • plano geral: mostra todos os elementos da cena;
  • plano americano: mostra as pessoas da cabeça aos joelhos;
  • primeiro plano: mostra apenas a cabeça do personagem. Enfatiza bastante as emoções;
  • plano sequência: registra a ação por inteiro, sem cortes.

Tomada

Tomada é tudo que é registrado pela câmera desde o momento em que ela é ligada até quando é desligada. Cá entre nós, gravar tudo numa mesma tomada é para lá de desafiador.

Cena

Cena é o conjunto de planos que acontecem no mesmo lugar e no mesmo momento.

Sequência

Conjunto de planos ou cenas que estão interligados pela narrativa. O lugar pode variar, mas a ação tem continuidade lógica.

Campo e fora de campo

O campo pressupõe um ponto de vista sobre algo. Ele mostra os aspectos de um espaço e esconde outros.

No enquadramento escolhido, por exemplo, é possível deixar algumas imagens invisíveis enquanto destacamos outras.

Por isso, toda criação de um campo cria também um fora de campo.

Composição

A composição se refere à disposição no campo visual de pessoas ou objetos. Para concretizá-la, é preciso enquadrar a imagem no visor ou na tela traseira da câmera.

Continuidade

Provavelmente, você já ouviu falar em erros de continuidade. Isso acontece, por exemplo, quando partes de uma mesma cena são gravadas em takes diferentes. É possível que algo saia diferente e o espectador estranhe.

A continuidade é, portanto, a sensação que o espectador tem de que a história segue em frente “naturalmente”, sem dar pulos que incomodem ou que desorientam a narrativa.

Tempo

A montagem também dita o tempo do filme — tanto na reprodução final quanto na própria narrativa.

O filme O Curioso Caso de Benjamin Button traz recursos temporais de elipse (avanço) e flashback (retrocesso).

Movimento

O movimento sempre foi destaque no cinema. Era curioso ver trens, carros, cavalos e outras situações corriqueiras na telona.

Em linguagem cinematográfica, podemos falar de velocidade e de mudança de percepção.

Som

Criar emoções por meio de efeitos sonoros é um dos maiores desafios do cinema. Interessante ressaltar que, na maioria dos filmes, os áudios são captados sem as imagens para, depois, serem mixados. É o som que dá veracidade à experiência cinematográfica.

Imagem

A imagem é o centro de toda produção audiovisual. Tudo é voltado para esse trabalho, que começa durante a captação das cenas, passa pela escolha da fotografia do filme e é finalizado na edição.

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