É só ver o nome na lista dos aprovados do vestibular que o cérebro começa a se dividir entre muita animação e um certo pavorzinho por tudo de novo que virá pela frente. Afinal, existem várias diferenças entre a vida universitária e a vida escolar e o seu bom desempenho dependerá exclusivamente de você.

Mas relaxe que não é tão complicado assim! Ambas as fases têm elementos positivos e apostamos que você só precisa de algumas orientações simples para poder aproveitar ao máximo a sua vida universitária.

9 diferenças entre a vida universitária e a vida escolar para você ter em mente

1. Salas maiores

As salas de aulas na universidade normalmente são bem maiores do que as que você estava acostumado no ensino médio e fundamental. Na graduação, é normal ter entre 60 e 100 alunos em um mesmo ambiente por semestre. Já no colégio, a maioria das turmas não ultrapassa os 40 estudantes.

2. Colegas diferentes em todas as disciplinas

Outra diferença entre a vida universitária e a vida escolar em relação às salas de aula é que não necessariamente seus colegas de classe em uma disciplina serão os mesmos de outra. Ou seja, não existirá mais aquela ideia de “minha turma tem essas Xs pessoas sempre”.

Isso acontece porque a partir do segundo período você tem a liberdade de escolher as matérias e os horários que deseja cursar em cada semestre, criando turmas misturadas a todo momento. O grupo de alunos muda também pela presença de estudantes que atrasaram algumas disciplinas ou repetiram e precisam refazê-la.

Use essa oportunidade para conhecer cada vez mais pessoas e melhorar o seu networking!

3. Aulas mais longas e com ritmo mais rápido

Você pode acreditar que nada ficará mais rápido do que o cursinho pré-vestibular, mas sinto lhe dizer que as aulas na graduação também seguem um ritmo muito mais acelerado. Enquanto no colégio é comum termos aulas de revisão ou voltadas à resolução de exercícios, na faculdade é subentendido que você está acompanhando tudo e o ritmo não para.

O conteúdo também se torna mais denso (e, por vezes, mais analítico), o que faz com que a quantidade de material a ser lido muito mais extensa. É comum ouvir queixas de alunos que se atrasaram no conteúdo passado em sala de aula porque relaxaram nas primeiras semanas.

4. Aprenda a gostar de ler

Você irá se surpreender com a quantidade de leitura exigida na universidade. São livros, pesquisas, textos avulsos e várias dissertações na lista de bibliografia de cada disciplina e que são discutidas em sala de aula ou usadas como base para a resolução de problemas e atividades. Isso sem contar toda a bibliografia extra que será “recomendada”.

Reserve um dinheiro todo mês para as cópias que serão necessárias e para os livros, que podem ser bastante custosos nesta fase. Muitas vezes os centros acadêmicos disponibilizam os livros e textos doados pelos alunos do semestre anterior.

5. Mudanças na rotina

No ensino médio a sua rotina não se modifica muito ano a ano, com exceção das atividades extracurriculares que podem sofrer alterações. Já na graduação um semestre pode ser completamente diferente do outro em termos de rotina.

As aulas mudam de horário, as atividades extras também, seminários e estágios são acrescentados, além de muitas outras atividades. Por isso, esforce-se ao máximo para criar uma rotina de estudos e se organizar.

6. Sistema de avaliação diferente

Na maior parte dos cursos, a avaliação na universidade é feita através de trabalhos e de algumas provas distribuídas pelo semestre. Cada avaliação costuma ter um peso diferente, com um trabalho final tendo a maior pontuação, que pode chegar até a 60% da sua nota total.

Mas aqui vai o detalhe: nenhum professor conversa com outro para que datas não coincidam em outras disciplinas. Por isso é necessário se organizar e começar os estudos com antecedência para não se atropelar mais ao fim do semestre.

7. Mais oportunidades de socialização

Como nem tudo é só dificuldade, uma das grandes diferenças entre a vida universitária e a vida escolar é que a primeira oferece muito mais possibilidades de socializar. Os happy hours e festas de cursos normalmente são abertas para toda a universidade, você pode participar de grupos de idiomas, esportes, dança e conhecer pessoas de vários cursos diferentes. Os centros acadêmicos e atléticas também oferecem inúmeras oportunidades de socialização e as viagens para congressos se tornam mais frequentes.

Aproveite essas brechas nos estudos e aumente seu círculos de conhecidos. Além de ser um networking interessante, também é uma excelente maneira de abrir a mente e conhecer coisas novas.

8. Mais liberdade e mais responsabilidade

Enquanto a frequência nas aulas do ensino médio é obrigatória até por lei, na universidade ela não é tão rígida assim. Os cursos costumam ter uma “frequência mínima esperada” de em torno de 75% das aulas. Você tem a autonomia para ir ou não à aula, sair no meio dela e não voltar ou simplesmente chegar duas horas atrasado. Isso sem avisos, reclamações ou puxões de orelha.

Em contrapartida, seus professores não irão lhe oferecer ajuda extra caso não reconheçam quem você é aplicado e os prazos não se tornarão mais elásticos porque “você não sabia que aquele trabalho era para entregar naquela data”.

Na universidade, as cobranças são proporcionais ao nível de liberdade que lhe é dado.

9. “Sem tarefa de casa” não quer dizer “sem estudo”

O conceito de “tarefa de casa”, tão usado no ensino fundamental e médio, praticamente cai em desuso ao longo da graduação. Raramente é deixada uma atividade para ser entregue na aula seguinte. No entanto, isso não significa necessariamente que sua obrigação estudantil termina no momento que você sair da aula.

O ambiente universitário exige muito estudo extra fora do horário de aula e isso não será explicitado pelos seus professores. É necessário criar um plano de estudos para dar conta de todo o conteúdo e não se perder.