Inovação disruptiva significa a transformação de uma tecnologia, produto ou serviço em algo novo, mais simples, conveniente e acessível.

Você sabe o que é inovação disruptiva? Embora seja um termo muito usado, principalmente nas conversas a respeito de empreendedorismo, muita gente não conhece seu real significado.

O conceito de inovação disruptiva foi criado por Clayton M. Christensen, professor de Harvard, e significa a transformação de uma tecnologia, produto ou serviço em algo novo, mais simples, conveniente e acessível. E mais do que isso: torna seu antecessor obsoleto. Ele apareceu pela primeira vez em uma pesquisa sobre a indústria do disco rígido e se popularizou com a publicação, em 1997, de O Dilema do Inovador.

Em sua obra, Christensen dá exemplos clássicos, como os PCs substituindo os antigos computadores mainframe e os telefones celulares tomando o lugar dos fixos.

Outros exemplos mais atuais de inovação disruptiva são:

  • A Wikipedia, que roubou o lugar de vendedores de enciclopédia;
  • O AirBnb, que tirou boa parte dos clientes dos hotéis;
  • Os aplicativos EasyTaxi e 99Taxis, que tomaram o lugar das empresas de rádio-táxi;
  • Os aplicativos de transporte compartilhado, como Uber e Cabify, que acabam com o monopólio dos taxistas;
  • Serviços de streaming, como Netflix e Spotify, que acabaram com as vídeo-locadoras e as lojas de CDs, respectivamente;
  • O Google, que tornou obsoleta qualquer espécie de guia impresso e lista telefônica;
  • O WhatsApp, que tinha o objetivo simples de substituir o SMS. Cinco anos depois, foi comprado pelo Facebook por US$ 16 bilhões e inovou ao realizar chamadas telefônicas via internet, tornando-se um forte concorrente das operadoras de telefonia móvel do mundo inteiro;
  • E o NuBank, que oferece um cartão de crédito controlado totalmente por um aplicativo e livre de tarifas como a anuidade.

A teoria de Christensen ainda ajuda a explicar o porquê de empresas como a Kodak não conseguirem reagir a essas novas tecnologias.

A multinacional americana reinou absoluta por décadas. Foi uma das maiores fabricantes de máquinas e filmes, mas perdeu espaço no mercado com a popularização da fotografia digital. O resultado? Faliu em 2012.

A ironia é que o primeiro protótipo de máquina sem filme surgiu dentro da própria empresa, em 1975.

Os melhores cases de inovação disruptiva da atualidade

A inovação disruptiva é tão importante que o banco americano de investimentos Citibank lançou, em 2017, a quinta edição do relatório Inovações Disruptivas, elegendo as dez novidades que transformam o mundo nos setores de saúde, indústria, comércio, tecnologia e transportes.

O relatório já é uma referência para os investidores de mercado de capitais porque a equipe de analistas do Citi é praticamente um oráculo: tudo o que eles apontam como inovação disruptiva acaba se confirmando como um grande exemplo.

As primeiras edições desse relatório consideram a impressão 3D, a Internet das Coisas e os carros autônomos como inovações nos setores de tecnologia e de bens de consumo. Na saúde, a imunoterapia foi considerada uma técnica inovadora e com bons resultados no tratamento de vários tipos de câncer.

Na última edição, os especialistas do banco apresentaram inovações disruptivas como novas concepções de transporte, novos métodos que revolucionarão a medicina, o avião sem piloto, cigarros eletrônicos e robôs na linha de produção.

O que você precisa saber

Agora que você já sabe que a inovação é essencial para qualquer empresa que quer se manter no mercado ou entrar nele, três pontos não podem passar batidos na criação do seu produto:

  1. Ele tem que ser essencial. As mudanças no mercado não param nunca. Seja na indústria ou no comércio, as pessoas buscam novidades que tornem suas vidas mais práticas. Crie algo que elas não irão querer deixar de ter;
  2. A estratégia de inovação tem que ser personalizada. Não adianta você copiar uma empresa vencedora. Crie a sua própria;
  3. A inovação tem que andar de mãos dadas com o conhecimento e o profissionalismo. É preciso saber como introduzir o produto no mercado e quanto será o investimento, entre outros detalhes.

E isso tudo você só saberá estudando. Um curso de especialização em Design de Produto na Era Digital pode ser uma boa pedida!

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