Um dos principais desafios para quem busca se aprimorar enquanto gestor ambiental é compreender quais são os mecanismos de controle da poluição, definindo como eles devem ser trabalhados para beneficiar o meio ambiente sem deixar de atender aos interesses empresariais.

Em uma sociedade de consumo, com um modelo baseado na produção em larga escala, a quantidade de resíduos que acabam causando a poluição é cada vez maior.

controle da poluição tem como principal objetivo estabelecer práticas que visem evitar ou impedir os efeitos nocivos decorrentes de um determinado processo produtivo. Vale destacar que existem diversas formas de poluição, como a do solo, do ar, da água, visual e sonora.

Para cada uma dessas formas, metodologias e técnicas são empregadas de maneira distinta, buscando minimizar seus efeitos negativos.

Fontes de poluição

Para o solo, as principais fontes de poluição são a aplicação de defensivos agrícolas ou fertilizantes, despejo de resíduos sólidos, lançamento de esgotos domésticos ou industriais e dejetos de animais.

No caso da poluição dos cursos hídricos, tem-se como principal fonte o lançamento de esgotos, tanto domésticos quanto industriais. Além disso, o carreamento de produtos químicos, como pesticidas e fertilizantes; a precipitação de poluentes atmosféricos e a infiltração de substâncias contaminantes são também fontes de poluição desses recursos naturais.

Na poluição atmosférica, a principal fonte é a emissão de partículas e gases industriais, em especial decorrentes da queima de petróleo. Além disso, os transportes, que são fontes móveis de poluição e a queima de combustíveis também podem ser consideradas.

A poluição sonora, por sua vez, decorre da emissão excessiva de ruídos em limites considerados insalubres para a saúde humana e para o meio ambiente.

O controle da poluição e as empresas

Na esfera empresarial, as ações de controle da poluição são o resultado de uma postura proativa, na qual o foco da conduta está diretamente relacionado com os efeitos negativos gerados pelos produtos e por seus respectivos processos de produção.

controle da poluição tem como finalidade atender aos padrões e exigências estabelecidos por normas e regulamentos, bem como pelas ações dos órgãos ambientais. Além disso, tais condutas pretendem evitar quaisquer problemas ou impactos que possam gerar efeitos adversos contra comunidades ou consumidores que estejam ligados às empresas.

Qual o papel do gestor ambiental?

Neste contexto, o desafio colocado a um gestor ambiental é encontrar soluções tecnológicas que sejam capazes de solucionar os efeitos negativos da poluição, sem alterar significativamente os processos de produção e o produto final das empresas. Tais soluções podem ser tanto a tecnologia de remediação quanto a de controle no final do processo.

No primeiro caso, o gestor tem o papel de mitigar um problema ambiental que já ocorreu, utilizando tecnologias desenvolvidas para esse fim, como para a descontaminação do solo, ou recuperação de uma área contaminada por petróleo, por exemplo.

O uso de indicadores é a forma mais utilizada para realizar a detecção e análise de acúmulo de poluentes para, posteriormente, aplicar técnicas voltadas à mitigação da poluição. Existem dois tipos de indicadores de poluição: os ativos e os passivos.

Indicadores ativos são substâncias adicionadas no ambiente para avaliar processos de dispersão e trajetória. Entre eles, merece destaque os biomarcadores, que são substâncias, ou seu produto de biotransformação (marcador interno), ou qualquer alteração bioquímica precoce (marcador de efeito), cuja determinação estabeleça a relação entre a exposição e o efeito tóxico refletida em alterações fisiológicas e/ou a suscetibilidade dos indivíduos (marcador genético).

Indicadores passivos, por sua vez, são substâncias que já estavam lá (poluentes ou naturais).

A utilização de bioindicadores e biomonitores, que são organismos vivos que apontam a existência de poluição, também auxiliam o gestor no processo de mitigação. Algas, peixes, bactérias, microcrustáceos e plantas são amplamente utilizadas neste sentido.

No segundo caso, o gestor ambiental utiliza a tecnologia para capturar e tratar a poluição, antes que seja lançada ao meio ambiente. As estações de tratamento, filtros, incineradores, precipitadores eletrostáticos, entre outros são exemplos dessa estratégia.

Os custos do controle de poluição

Conforme o tipo e a quantidade de poluentes, as tecnologias tendem a ser caras e complexas, e nem sempre eliminam o problema de forma definitiva. Em geral, as medidas de controle de poluição estão ligadas à mitigação e não soluções definitivas.

Dentro da lógica empresarial, o controle da poluição muitas vezes eleva os custos de produção, sem necessariamente agregar valor ao produto. Além disso, dificilmente os custos são reduzidos em face das exigências legais, que se tornam cada vez mais rígidas.

Dentro desse cenário, a preparação técnica de um gestor ambiental é sua principal vantagem diante dos desafios impostos para sua atuação. Contar com cursos que auxiliem a torná-lo um profissional mais preparado é um investimento que trará inúmeros benefícios para sua carreira e diretamente ao meio ambiente.

Gostou desse post? Quer se informar e ter mais conteúdo sobre gestão ambiental? Continue acompanhando o blog.