Tanto direta quanto indiretamente, todas as atividades envolvidas com a agricultura e com a pecuária formam negócios. É aí que surge o agronegócio, um amplo e complexo sistema que inclui as atividades internas, aquelas realizadas na propriedade rural, e as atividades externas, aquelas feitas fora da propriedade rural e que englobam a distribuição, armazenamento e comercialização dos produtos e insumos agrícolas.

De acordo com a Sociedade Espíritossantense de Engenheiros Agrônomos, o conceito de agronegócio nasce na Universidade de Harvard, com a expressão agribusiness, em 1995. Assim, o agronegócio é toda e qualquer relação comercial e industrial que envolve a cadeia produtiva agrícola ou pecuária.

Na prática, no Brasil, este é um dos principais mercados do país. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI), apenas em setembro de 2015, o setor do agronegócio exportou US$ 7,24 bilhões, principalmente por meio da produção de carne bovina, de frango e dos trabalhos do complexo sucroalcooleiro (soja, produtos florestais e café).

Respondendo por cerca de 100 bilhões de dólares em exportações brasileiras anuais, ainda de acordo com a SRI, fornecedores de bens e serviços para agricultura, produtos rurais, processadores, transformadores e distribuidores, envolvidos na geração e no fluxo dos produtos de origem agrícola até chegarem ao produto final, integram o ramo do agronegócio.

Para lidar com um mercado tão competitivo e estratégico para a economia mundial, o curso superior de tecnologia em agronegócio capacita os profissionais a gerenciarem empreendimentos agroindustriais. Mas, além de atuar em um dos principais ramos da economia, o que se pode esperar da profissão de tecnólogo em gestão do agronegócio?

Algumas áreas de atuação profissional

No dia a dia, o profissional de agronegócio lida com as diversas etapas do mundo da agricultura e da agropecuária, tendo o contato com pequenos produtores rurais e grandes empresas revendedoras, durante a rotina de trabalho. Assim, ele  pode atuar em diversas áreas, como engenharia rural, engenharia florestal, agricultura, ciências do solo, zootecnia, construções rurais, agrimensura, máquinas agrícolas, irrigação e drenagem, culturas e seu manejo, solos, adubação, nutrição de plantas, dentre outras possibilidades de trabalho.

Enquanto peça fundamental para a manutenção e avanço da agricultura e da pecuária, o tecnólogo em gestão do agronegócio tem as perspectivas de atuar em fazendas, base da cadeia de produção; no processamento industrial, em indústrias de produtos alimentícios, por exemplo; e na comercialização dos produtos agroindustriais, fase final da cadeia do agronegócio. Assim, o profissional da área pode se especializar em três principais campos: administração de fazendas, consultoria agrícola e gestor de produção.

Como o Brasil é um dos principais produtores mundiais de café, açúcar, álcool, frutas tropicais, soja, carne de frango, carne de boi e biocombustíveis, os profissionais de agronegócio encontram oportunidades em todo o país, não havendo uma concentração das vagas em uma única região, como costuma ocorrer em alguns setores.

Segundo o Ministério da Agricultura, há projeções de crescimento em todas as áreas do agronegócio até 2022, devido ao aumento da produtividade nas zonas rurais do país. Para garantir que a expansão ocorra – e se mantenha – os tecnólogos em gestão do agronegócio são necessários para atuarem desde a produção, gestão, distribuição até o processamento dos produtos do campo.

Portanto, mesmo sendo uma formação recente, os profissionais tecnólogos em gestão do agronegócio podem esperar um cenário de expansão para a agricultura e para a pecuária, bem como de necessidade de mão de obra qualificada para a gestão.