Os crimes cibernéticos são cada vez mais frequentes, aumentando a demanda por profissionais que atuem na área, como o perito forense computacional. Conheça-o!

A era digital deixou o mundo hiperconectado. Além de inúmeros benefícios, como a internet e as múltiplas possibilidades que ela nos trouxe, nos deparamos com os malefícios do avanço tecnológico. As novas práticas criminosas são exemplo disso. Os crimes cibernéticos são cada vez mais recorrentes, aumentando a demanda por pessoas capazes de combatê-los, como o perito forense computacional.

Confira quem é e o que faz esse profissional altamente especializado!

Quem é o perito forense computacional?

Perito forense computacional é o profissional responsável por analisar ambientes digitais (sistemas, hardwares, softwares e mídias) a fim de detectar fraudes ou fragilidades e levantar evidências que possam servir como provas de possíveis crimes. Essas pistas virtuais o levam a descrever o autor das ações ilícitas.

É importante lembrar que, além de obedecer ao princípio básico de mínima interferência no ambiente, ele deve respeitar as normas no que diz respeito à legitimidade e licitude da prova. Somente assim ela poderá ser aceita em juízo e servir, de fato, para solucionar um crime.

Em outras palavras, o perito forense computacional identifica e processa evidências em provas materiais de crimes. Assim, contribui para determinar a materialidade, a dinâmica e a autoria de ilícitos digitais.

Quais as competências desse profissional?

Para conseguir exercer esse importante papel de desvendar crimes e reconstruir o passado, o perito forense computacional deve ter competências diversas, que unem Direito e Tecnologia da Informação. Veja algumas delas:

  • Conhecimento profundo sobre sistemas computacionais, direito digital, segurança da informação, arquivos, softwares e padrões de comunicação em redes de computadores;

  • Experiência com ferramentas, estratégias, técnicas e metodologia de ataques cibernéticos;

  • Habilidade investigativa para percepção de rastros de ações maliciosas, ainda que sutis;

  • Conhecimento da legislação sobre o tema;

  • Conhecimento sobre as diretivas internas de instituições e empresas envolvidas na investigação, em especial políticas de privacidade e jurisdição;

  • Habilidade para manipular e preservar provas legais, inclusive aquelas em potencial;

  • Ter um perfil metódico e organizado.

Quais os principais exames forenses realizados por ele?

Quando há necessidade de comprovar um crime cometido por meio da análise de equipamentos eletrônicos, o perito forense computacional é acionado para a investigação.

Para conseguir comprovar ou descartar um crime, ele pode realizar exames periciais em dispositivos de armazenamento (pendrive, HD, CD, DVD, Blu-Rays, etc) e em outros dispositivos (sites, smartphones, tablets, smart TV, video-game, e-mails, etc).

Há casos em que pode ser necessária a realização de procedimentos no local do delito. Isso contribui para que possíveis evidências não sejam perdidas, como no caso de um flagrante delito em que se pode encontrar o computador do criminoso ligado.

Como decorrência dos exames forenses realizados, o profissional deve gerar um relatório ou laudo técnico que seja entendido por alguém com menor conhecimento em tecnologia. Ou seja: o perito deve comunicar bem as evidências de um episódio.

Esse laudo deve ser imparcial, com a comprovação clara e fundamentada dos fatos, já que poderá servir para nortear o posicionamento do interessado no crime.

Não é difícil imaginar o motivo da crescente demanda pelo perito forense computacional, tanto na iniciativa pública quanto na privada. Ele é fundamental para lidar com crimes cibernéticos, pois reúne as competências necessárias para analisar os ambientes digitais e extrair provas a partir dos dados analisados.

O profissional se tornou essencial para lidar com uma das mais graves desvantagens trazidas pela transformação digital: os ilícitos eletrônicos. Se não fosse por ele, estaríamos à mercê de crimes cibernéticos praticados contra pessoas, empresas e governos.

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